Neuropatia Pós-Herpética

O Herpes Zóster acontece quando o vírus da varicela (catapora) é reativado e acomete as raízes nervosas. Com isso, há o aparecimento de lesões na pele que se distribuem conforme o desenho abaixo.


Cada uma dessas áreas representa uma raiz nervosa

Infelizmente, mesmo após a remissão das lesões, entre 5-20% das pessoas persistem com dor devido a lesão às raízes nervosas pelo vírus, que é chamada de neuropatia (ou neuralgia) pós-herpética (NPH). A chance de desenvolver NPH é maior em pessoas com mais de 50 anos, diabéticos, pessoas que não foram vacinadas contra varicela, aqueles que não receberam tratamento antiviral nas primeiras 72h de aparecimento das lesões na pele.


O tratamento depende de cada caso, e geralmente é composto de uma combinação entre 3 tratamentos: não-farmacológico, farmacológico e procedimentos.


O tratamento não-farmacológico consiste em técnicas de dessensibilização. Na NPH o funcionamento do nervo está anormal, e estímulos de tato (passar o dedo sobre a área) causam dor. Precisamos "'re-ensinar" ao nervo o que é a sensação de tato normal. Portanto, deve-se realizar exposição lenta e progressiva da pele a diferentes texturas e temperaturas. A depender do caso, essa terapia pode ser feita pelo próprio paciente ou por Fisioterapeutas/Terapeutas Ocupacionais.


O tratamento farmacológico consiste em medicações orais e tópicas. As medicações orais podem ser de diversas classes (gabapentinóides, antidepressivos tricíclicos, antidepressivos duais), e tem como objetivo reduzir o disparo anormal desses nervos, e também aumentar o funcionamento do sistema analgésico que todos nós temos no cérebro.


Os procedimentos tem como objetivo reduzir o disparo anormal deses nervos. Coloca-se medicações sobre os nervos, o que faz com que aos poucos o funcionamento do nervo volte ao normal. Os procedimentos são diversos e podem incluir: bloqueios do nervo intercostal, bloqueios paravertebrais, bloqueios do plano eretor da espinha, bloqueios simpáticos lombares, bloqueio epidural caudal, bloqueio radicular, etc.


A combinação ideal desses 3 tratamentos depende de cada caso, e é determinada tanto pelo Fisiatra acompanhando o caso quanto pelo paciente.

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